Dome Ventures

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Na Dome Ventures, buscamos sempre estar presentes nos melhores e maiores eventos sobre o ecossistema govtech, inovação, empreendedorismo, tecnologia, e startups do Brasil. Por isso, neste mês, estivemos presentes em três eventos em três estados diferentes.

É preciso alinhamento com o mercado: conhecer as novas tendências e demandas, compreender os caminhos a serem explorados e nos conectar com players importantes. Além de marcar presença como participantes dessas atividades, é da nossa natureza ir além: sendo ativo em estandes, ministrando palestras ou mentorias, dialogando com iniciativas pertinentes ao nosso negócio e incentivando a participação de startups do nosso portfólio nos encontros. Essas ações têm como intuito demonstrar ao ecossistema em que também somos referência dentro do mercado govtech.

Com isso em mente, partimos para três eventos. Vamos te contar um pouco da nossa experiência no Rec’n’Play, na cidade de Recife, CASE Startups, em São Paulo e o Hackathon Encat, que aconteceu em Maceió.

Rec’n’Play – 16 a 19 de Novembro – Recife-PE

Enviamos nosso time de marketing para essa missão. Lincoln Ferdinand, Gerente de Marketing da Dome Ventures e nossa Analista de Conteúdo, Ithylla Luana estiveram no Rec’n’Play, um festival de tecnologia, criatividade e inovação.

O evento é uma iniciativa do Porto Digital e da Ampla Comunicação, e tem como proposta ser o Carnaval do Conhecimento. Neste ano, o evento contou com mais de 40 mil inscritos e mais de 700 atividades, como palestras, workshops, debates, shows e eventos que aconteceram dentro do próprio Rec’n’Play. 

Um desses eventos internos, foi o Gov in Play, um encontro que visou discutir a inovação no setor público, entender as novas demandas sociais e planejar a construção de políticas de inovação aberta. Esse momento de conexão também contou com o time da startup Cidade Conectada, que faz parte do portfólio da Dome Ventures. 

Não poderíamos ficar de fora e estivemos à par dos debates e reflexões sobre o tema e conhecemos alguns players importantes desse mercado, como destaca Ithylla Luana sobre o evento como um todo: “Estivemos em contato com atores importantes do ecossistema govtech do estado de Pernambuco e de todo o Brasil. O Rec’n’Play foi uma atividade importante para sair da nossa bolha e expandir nossa visão de quais caminhos podemos seguir. Abraçamos as oportunidades desse evento e buscamos colher resultados.” 

CASE Startups – 17 e 18 de Novembro – São Paulo-SP

Nosso CEO, Diogo Catão, esteve em São Paulo para participar de eventos importantes. Antes de abordar o CASE, é relevante destacar a reunião no escritório da XP Investimentos. Viabilizado pela FCJ Venture Builder, esse foi um momento importante para estar alinhado com o meio e conhecer as novidades dessa empresa que é referência no mercado financeiro. Estivemos lá com outras Venture Builders do ecossistema FCJ e representantes de duas startups do nosso portfólio: Educa Kids e Tradenergy

No dia seguinte à essa reunião, Diogo partiu para o CASE Startups, o maior evento de startups e empreendedorismo da América Latina. Promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o evento contou com 150 expositores, além de executivos que ministraram palestras em seis palcos simultâneos.

Em nosso estande para o evento, estivemos conversando com parceiros, investidores e atores importantes do mercado. Dentre eles, Ana Paula Debiazi e Gabriela Rollemberg, ambas conselheiras da Dome Ventures. Destacando também a participação da nossa startup Educa Kids

Diogo Catão fez um breve balanço sobre o CASE: “Em uma conotação institucional, o CASE foi bastante interessante, porque conversei com diretores de grandes instituições nacionais e investidores do país inteiro, com os quais eventualmente possam surgir parcerias.”

Hackathon Encat Insano – 20 a 22 Novembro – Maceió-AL

Finalizando nosso calendário de eventos de Novembro, nossa Agente de Inovação, Amanda Barbosa foi destaque na primeira edição do Hackathon Encat Insano

Esse Hackathon teve como objetivo desenvolver soluções baseadas no contribuinte e auxiliar o Fisco. Visou promover um ambiente de inovação e colaboração entre diversos setores. 

Amanda ministrou a palestra “O papel das Govtechs no processo de transformação digital do Serviço Público”, destacando a missão da Dome Ventures nesse processo. 

Além disso, ela também foi responsável por mentorias dentro do Hackathon, tendo um resultado surpreendente: “Fiz mentorias com três equipes, dessas três, duas entraram no pódio:  a Trem.Dy ficou em primeiro lugar no eixo contribuinte e a Tributo Sem Mistérios conquistou o segundo lugar no eixo fiscal.”

Após um mês intenso de atividades, fica agora a assimilação e reflexão de todas as ideias apresentadas. Estamos em contato com os atores desse evento, compreendendo melhor os caminhos a serem seguidos e percebendo os melhores meios de aplicar o conhecimento adquirido.

Agora, nos preparamos para o último evento do ano: o 3º Corporate Venture Summit, promovido pela FCJ Venture Builder, que visa conectar empresas, startups, investidores e universidades através da criação de novos negócios. 

Em breve esperamos trazer as novidades desse encontro. 

Por Diogo Catão – CEO Dome Ventures

De acordo com um estudo do programa de apoio à transformação digital do setor público na Universidade de Cambridge, empreendedores latino-americanos de tecnologia estão pouco conectados ao poder público. Uma das principais causas é o fato de que, historicamente, governos locais tendem a favorecer grandes empresas – uma abordagem que repele grupos jovens, como as startups, e favorece a corrupção. Além disso, os processos burocráticos desestimulam a busca de parcerias com governos.

Uma pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor, em 2017, confirma a análise. Hoje, apenas 12% da atividade empreendedora na América Latina foca no setor público, no serviço social ou em setores correlatos – índice inferior a quase todas as outras regiões do globo.

A questão é que, em uma sociedade 5.0, não é mais possível fugir da inovação para garantir processos mais ágeis e transparentes na área. Para isso, é necessário naturalizar a abordagem baseada no modelo de ecossistema, bem como a colaboração entre as corporações, trocando o que há de melhor entre as partes para a construção de ofertas aderentes, interessantes e eficazes a fim de atrair estados, prefeituras etc.

Estimular a criação de uma comunidade de stakeholders comprometidos com a digitalização do setor público é fundamental para essa virada. Só assim será possível permitir o fluxo de ideias, conhecimento, produtos e serviços entre fornecedores inovadores e governos.

É preciso reunir pessoas e instituições em torno de uma ideia central: construir uma agenda para transformar o Brasil em um país digital. A crescente aplicação de novas tecnologias como blockchain, inteligência artificial e robótica tem possibilitado, ao redor do mundo, maior eficiência e transparência na realização de políticas públicas e na relação entre governos e cidadãos. Alinhadas com as necessidades de cada governo, essas tecnologias se tornam importantes ferramentas para a redução de burocracias e melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Dentro dessa estratégia, as venture builders podem acelerar o processo de identificação de oportunidades e fazer a conexão entre as startups e os governos, mostrando o caminho das pedras para os atores envolvidos. É da natureza das startups começarem com uma boa ideia e equipe enxuta. No início, poucos são os seus recursos e a estrutura é mínima para desenvolverem produtos e negócios. Com as govtechs, ainda existem algumas particularidades, como a questão da compra pública, que se dá por meio de licitação. Devido a esse elemento, o caminho dessas startups precisa ser bem pensado e auxiliado por especialistas na área governamental, e é justamente esse o papel de uma venture builder: potencializar suas vantagens, dar visibilidade e proporcionar benefícios para alcançar o setor público e a população de modo geral.

A vantagem principal de uma govtech para o mercado e para a gestão pública é o ganho mútuo, tanto para o governo como para a sociedade. Com essas startups, é possível fomentar a existência de um governo mais aberto, 100% digital e transparente para a população. Por meio da tecnologia, por exemplo, pode-se reduzir o uso de papel, diminuir a emissão de carbono, deixar a economia mais sustentável e as cidades mais inteligentes – o que beneficia o cidadão, a gestão pública e o mercado.

No cenário internacional, uma pesquisa feita pela base de dados global Nebula, administrada pela StateUp, aponta que o setor govtech pode alcançar US$ 1 trilhão no mundo até 2025. Hoje, o mercado vale em torno de US$ 400 bilhões a US$ 500 bilhões. Ou seja, em curto espaço de tempo a estimativa é que esse número possa crescer muito. O que diz bastante sobre o desenvolvimento do setor em nível internacional.

Já no Brasil, o meio govtech ainda necessita de mais olhares para o seu desenvolvimento. Infelizmente, há pouca pesquisa e dados relevantes por aqui. Os números estão desatualizados, já que é um mercado em constante crescimento e transformação. Se a gente for analisar o número, friamente, apenas 80 govtechs têm atuação mais relevante no país, de acordo com relatório feito pelo BrazilLAB e CAF (2020), o que pode ser considerado baixo.

No entanto, podemos afirmar que há um interesse cada vez maior de startups se tornarem govtechs e criarem soluções voltadas para o governo. O cenário hoje já é muito positivo. É importante focar em fazer mudanças legislativas, culturais e investir na promoção da pauta como aliada para o setor público resolver seus problemas. Assim, é possível aproveitar todo o potencial que esse novo modelo de negócio pode trazer para todas as esferas da sociedade.

Artigo originalmente publicado em coluna no portal Startupi, no dia 04/10/2022 – https://startupi.com.br/como-incentivar-a-criacao-de-govtechs/

O mês de setembro foi de comemorações aqui na Dome Ventures. Todo esse período ficou marcado por atividades que celebraram nossas conquistas e lembraram os primeiros passos de toda a transformação alcançada por nossa CVB.

A Dome nasceu de uma parceria entre Emanoelton Borges, CEO da holding company Alfa Group, que oferta soluções de transformação digital e pesquisa de mercado na área pública; Gabriela Rollemberg, renomada advogada em Direito Eleitoral; Gleydson Lima, CEO da ESIG Software, que atua na área de tecnologia da Educação Pública; Ana Paula Debiazi, CEO da Leonora Ventures; e da FCJ Venture Builder, uma multinacional pioneira no segmento de venture builder na América Latina.

Com esses players capacitados, conseguimos, durante esse ano, desenvolver novas soluções, atrair startups para nosso portfólio e começamos a impactar o setor público com tecnologia, inovação e benefícios para a sociedade. 

Por isso, comemorar apenas o nosso dia de aniversário não foi o suficiente. Durante todo o mês de setembro propiciamos um espírito de festividade, sem deixar o trabalho de lado. Aqui, você confere nosso vídeo comemorativo no Instagram.

5º Investor Day Govtech contou com startups valorosas e inovadoras

Uma das nossas principais ações, foi o nosso 5º Investor Day Govtech. Em uma edição comemorativa, reunimos startups estratégicas para participar da seleção de matches para a Dome. Desta vez, as startups participantes foram: Agilizamed (PR), Master Educação (AL) e Mulheres Conectadas (AL)

Como sempre, o Investor Day Govtech é um ambiente de fomento, incentivo e desenvolvimento do ecossistema govtech do país. 

Live com protagonistas do setor govtech fecha mês de aniversário da Dome Ventures

Falando em desenvolvimento do ecossistema, fechamos o mês com uma live de impacto. Unimos um time de peso no cenário brasileiro para dialogar sobre os avanços do setor. Com o tema “Os avanços no ecossistema Govtech: traçando novos caminhos”, profissionais de renome, discutiram o desenvolvimento do mercado no país e conversaram sobre os próximos passos da esfera de inovação nas instituições públicas. 

Na live, contamos com a participação de Diogo Catão, o CEO da Dome Ventures, Emanoelton Borges, CEO da Alfa Group e co-fundador da Dome, Fernando Rabelo, Gerente Executivo do BrazilLAB e Hugo Giallanza, Presidente da Brasil Startups. Nesse painel, eles discutiram sobre os últimos feitos dentro do cenário govtech brasileiro e também quais caminhos precisam ser trilhados e os obstáculos a ser superados. 

Nessa conversa, fica claro que o âmbito de startups govtech acelera e cresce: novas soluções surgem e/ou se adaptam ao mercado, e órgãos públicos buscam inovar e trazer tecnologia para uma gestão mais ágil.

Unir nomes de referência para discutir os caminhos de um território fértil, como o das govtechs, é importante e fundamental para o desenvolvimento de novas ideias e parcerias. Com isso em mente, elaboramos esse conteúdo exclusivo, que está disponível em nosso Instagram na íntegra. 

Através de startups transformadoras e escaláveis, parcerias frutíferas, o desenvolvimento de ideias junto de players que fazem a diferença no mercado, e conteúdo de valor que possa gerar insights para empreendedores e o público em geral, seguimos com o nosso intuito de gerar a transformação digital no setor público. 

Após um ano de desafios e conquistas, reforçamos nosso compromisso com as instituições públicas e população para que continuemos a caminhar em passos largos em direção à uma sociedade mais justa, igualitária, segura e satisfatória. 

Por Diogo Catão – CEO Dome Ventures

Uma Venture Builder Govtech atua como sócia estratégica das startups em diversas frentes: com metodologia de buildagem própria (no caso em questão, focada em soluções para o setor público); inteligência de mercado; desenvolvimento estratégico e vendas; auxílio nos processos administrativos; mentoria; e apoio na captação de investimentos.

Tudo isso com o propósito de provocar uma transformação digital nas instituições públicas. É da natureza das startups começar com uma boa ideia e uma equipe enxuta. No início, poucos são os recursos e mínima é a estrutura para desenvolver o produto e os negócios.

Com as govtechs ainda existem algumas particularidades, como a questão da compra pública, que se dá por meio de licitação. Por causa desse elemento, o caminho dessas startups precisa ser bem pensado e auxiliado por especialistas na área governamental, e é justamente esse o papel de uma venture builder. Potencializar suas vantagens, dar visibilidade a elas e proporcionar que seus benefícios alcancem o setor público e a população de um modo geral é a missão.

A vantagem principal de uma startup govtech para o mercado e para a gestão pública é o ganho mútuo: tanto para o governo como para a sociedade. Com as govtechs, é possível um governo mais aberto, 100% digital e transparente para a população.

Por meio da tecnologia, por exemplo, é possível reduzir o uso de papel a quase zero, diminuir a emissão de carbono, deixar a economia mais sustentável e as cidades mais inteligentes – o que beneficia o cidadão, a gestão pública e o mercado.

No cenário internacional, é possível afirmar que o setor govtech pode alcançar 1 trilhão de dólares no mundo até 2025. Esses dados são de pesquisa feita pela base de dados global Nebula, administrada pela StateUp. Hoje, o mercado vale em torno de 400 bilhões a 500 bilhões de dólares. Ou seja, em um curto espaço de tempo, a estimativa é que esse número possa crescer muito. Isso diz bastante sobre o desenvolvimento do setor govtech a nível internacional.

Já no Brasil, o meio govtech ainda necessita de mais olhares para o seu desenvolvimento. Infelizmente, há pouca pesquisa e poucos dados relevantes sobre as govtechs no Brasil. Eles estão desatualizados, já que é um mercado em constante crescimento e transformação.

Um dos maiores players do mercado govtech do Brasil, a BrazilLAB, publicou, em conjunto com o CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), um relatório sobre “As startups govtech e o futuro do governo no Brasil”. Porém, o levantamento foi publicado em 2020 e o cenário já mudou bastante de lá pra cá.

Sobre os resultados que as govtechs mostram no mercado, ainda não é possível mapear de maneira precisa, já que são empresas de capital privado que não estão na bolsa de valores. Porém, é possível perceber que novos canais de acesso estão disponíveis, que as empresas estão numa crescente e utilizam novas ferramentas, como o Marco Legal das Startups. Os meios tradicionais de contratação estão a pleno vapor, dando uma esfriada no segundo semestre devido, principalmente, ao período eleitoral.

Temos alguns bons cases brasileiros no cenário govtech, como a ESIG Group, que criou o sistema SIGAA, presente em mais de 30 universidades públicas no país; o Gesuas, que desenvolveu um prontuário online para assistência social e ficou em primeiro lugar no Ranking 100 Open Startups; e a 1Doc, que, com a proposta de reduzir o gasto com papel, já tem mais de 500 clientes espalhados pelo Brasil, entre prefeituras e órgãos públicos.

É possível notar que há um interesse cada vez maior em startups se tornarem govtechs e criarem soluções voltadas para o governo. Uma venture builder que é focada em govtech tem todo o know-how necessário para uma startup conduzir esse processo de transição, trazendo suas soluções, antes oferecidas apenas para o mercado B2B, também para o B2G. Assim, é possível ser otimista com essa transformação digital.

Vamos observar os próximos anos e ficar atentos para os grandes avanços do setor govtech e o que de mais relevante essas startups vão proporcionar para a gestão pública e para a sociedade.

Artigo originalmente publicado em coluna no portal Startupi, no dia 24/07/2022: https://startupi.com.br/govtech-venture-building/

Por Diogo Catão – CEO Dome Ventures

A digitalização dos processos, o armazenamento em nuvem e o desenvolvimento de ferramentas como a Internet das Coisas, fazem com que, cada vez mais, as empresas precisem armazenar, em servidores, seus dados e de seus consumidores. Mediante aos avanços da digitalização, o debate acerca da proteção de dados e informações ganhou mais notoriedade, e com isso a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi implementada para estabelecer um padrão nas normas de segurança.

A cibersegurança nada mais é do que uma proteção de sistemas de computador contra roubo, danos ou acesso indevido. Não só a parte de dados como a questão de hardware, tudo que possa causar interrupção ou entrada indevida de usuários. É uma temática extremamente importante, porque é lei, então devemos cumprir pela boa execução dela.

Ao se atacar o site de um órgão ou entidade pública muitos riscos vêm à tona. Afinal, é extremamente delicada a questão de ter acesso a um banco de dados com uma infinidade de informações que podem levar a diversos crimes: coleta de dados para um ataque direcionado a uma pessoa, utilização desses dados para enganar empresas, fazer extorsões ou abrir contas em outros bancos. Tudo depende do intuito do invasor, por isso é necessário ter bastante cuidado em relação a vazamentos, como exposição de dados sensíveis que podem ser utilizados para comercialização no mercado da deep web ou em alguma ação relacionada.

Invadir um site ou órgão público com o qual se difere politicamente também pode ser um pretexto. Isso, geralmente, se dá com equipes de profissionais que são extremamente qualificados para fazer ataques sem deixar rastros.

Ademais, precisamos nos proteger de difamações, ameaças tecnológicas, que são os próprios vírus, bugs, defeitos técnicos de invasão na web, sabotagens, fraudes de próprio erro humano ou um descuido e senhas compartilhadas.

Tudo que mencionei até agora é num contexto geral. Colocando em foco as govtechs, startups que têm como propósito gerar inovação para a gestão pública, possivelmente sejam mais atrativas aos hackers por conterem dados extremamente sensíveis, como os oriundos da declaração do Imposto de Renda. Assim como dados de bancos, empresas de sistema financeiro, que tratam com essa sensibilidade, as govtechs têm dados do governo também, que podem ser comercializados e, dessa maneira, prejudicar pessoas, empresas e até mesmo os próprios órgãos públicos.

Para evitar isso, é preciso adotar controles físicos, tecnológicos e humanos personalizados que viabilizem a administração dos riscos e criem um nível de segurança adequado ao negócio, à instituição pública. É difícil, mas não é impossível evitar os ataques cibernéticos. Adotar medidas como realizar um mapeamento, uma matriz de risco e identificar o que se pode fazer; criar objetivos de segurança; garantir a consistência de dados, prevenindo a criação não autorizada e alteração de instituição de dados; garantir a legitimidade dos usuários e tantas outras formas são viáveis.

Investir nessas áreas é o caminho que vai garantir a confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e a legalidade, pilares da segurança da informação na sua empresa, seja ela uma govtech, ou não.

Quando se trata de estar presente em eventos que movimentam nosso cenário, não brincamos em serviço! Queremos ocupar cada espaço com nossas ideias e continuar ampliando nosso ecossistema pelo Brasil. 

Os eventos são peças importantíssimas para que possamos alcançar novos públicos. Isso porque eles reúnem mentes brilhantes que buscam desenvolvimento e inovação dentro de um cenário propício. As pessoas presentes, possuem objetivos em comum com a Dome Ventures, como interesse em novas oportunidades de negócios, networking qualificado, expandir a mente com novas ideias e insights que possam ser aplicados em seu ecossistema. 

Assim, em agosto de 2022, marcamos presença de forma estratégica e qualificada em vários eventos espalhados pelo país. Nas oportunidades, nos conectamos com novos parceiros, prospectamos startups com potencial govtech, estreitamos laços com colegas de outras CVBs, compartilhamos ideias com players do mercado, gerando networking de qualidade, e aprendemos muito!

Startup Summit 2022 – 04 e 05 de agosto em Florianópolis

Começamos nossa saga no Startup Summit 2022. O evento é prestigiado na agenda de quem está inserido no cenário de startups e este ano teve recorde de público: foram registrados 5,8 mil participantes presenciais e 25 mil online.

Já falamos do Startup Summit em outra oportunidade, mas é preciso registrar a imersão de conteúdo que acontece nesse evento, assim como as várias oportunidades de negócio. 

Nele, nosso CEO, Diogo Catão, e Gerente de Inovação, Paulo Carvalho, tiveram a oportunidade de ocupar o estande da  FCJ Venture Builder com mais duas startups pertencentes ao nosso portfólio: Prefeitura Conectada e  Tradenergy

Lançamento Citz.Tech – 10 de agosto em São Paulo

Diogo Catão também prestigiou o Lançamento do Programa Citz.Tech, que aconteceu no escritório da Meta, em São Paulo. 

Trata-se de um novo Programa de Aceleração de Startups, voltado para o govtech.  Em sua participação, nosso CEO prestigiou e fomentou o ecossistema, além de se conectar com empreendedores que podem impactar a nossa sociedade e a vida dos cidadãos brasileiros. Essa característica tem muita afinidade com nossos pilares, por isso o Citz.Tech já vem se tornando um grande parceiro.

O Citz.Tech é uma aceleradora govtech promovida por grandes players, como a Meta em parceria com a Fundação Certi, Labhacker (Laboratório de Inovação da Câmara dos Deputados), e o UK Brazil Tech Hub, iniciativa de empreendedorismo do governo britânico. Além disso, Diogo trocou ideias com mentes inovadoras do mercado, como o BrazilLab, que está fazendo a diferença no ecossistema govtech, além da Fapesp, FCJ Venture Builder, entre outros líderes. 

Trakto Show – 18 a 20 de agosto em Maceió

O Trakto Show é um evento de empreendedorismo, tecnologia e inovação, e conhecido como um dos maiores eventos de negócios do Brasil.: Paulo Carvalho, Gerente de Inovação, e Amanda Barbosa, Agente de Inovação da Dome Ventures, estiveram em Maceió para participar do Trakto, e lá tiveram a missão de ser mentores em eixos que visaram nortear novos empreendedores a impulsionar suas ideias.

Foi uma oportunidade incrível de compartilhar conhecimento, se aproximar ainda mais do ecossistema e trazer novos insights que podem ser frutíferos para a Dome Ventures. Além disso, eles conseguiram dar continuidade ao nosso mapeamento de govtechs, conhecendo startups que podem ter soluções a somar com a Dome, expandindo nosso ecossistema. 

Inovativa Experience – 22 de agosto em São Paulo

Novamente em São Paulo, nosso CEO esteve em mais um evento importante: o Inovativa Experience. Evento que encerra os ciclos de aceleração do InovAtiva Brasil e InovAtiva de Impacto Socioambiental. 

Lá, Diogo foi avaliador-investidor com foco em Govtech e, como expert no setor,  conheceu e analisou diversas startups em um Demoday. Sua avaliação colaborou com o fomento de novas ideias. 

Ele, também esteve em contato com players importantes do meio, como: Fernando Seabra, co-founder do Angel Investidor e analista do Shark Tank Brasil, Fernando Potsch, CEO da GBG Seniortech Ventures, do grupo FCJ, Ana Hoffmann, Coordenadora do Inovativa de Impacto e Fabio Accunzo do GVAngels

Digitalks – 24 e 25 de agosto em São Paulo

Do Inovativa Experience, nosso CEO continuou na Terra da Garoa para chegar junto no Digitalks

O Digitalks é o principal evento de Negócios da Economia Digital e Tecnologia do país. 

Durante dois dias, participaram cerca de 8 mil pessoas que tiveram acesso a mais de 144 horas de conteúdo e 370 palestrantes, entre CEOs de grandes marcas e personalidades internacionais.

Pudemos nos conectar ainda mais com a FCJ, que estava presente com representantes 

admiráveis e que somam muito com a proposta da Dome Ventures. 

Mangue.bit – 25 de agosto em Recife

Por último, mas não menos importante, nosso Supervisor de Marketing, Lincoln Ferdinand, esteve em Recife-PE para participar da maior conferência de startups do Nordeste: o Mangue.Bit

Lá, Lincoln teve a chance de  se conectar com startups, compreender melhor o mercado em que estamos inseridos, encontrar soluções para o setor público e, claro, apresentar o ecossistema govtech para possíveis parceiros estratégicos. No Mangue.Bit, tivemos o contato com nomes importantes de startups da região Nordeste. Lincoln trouxe na mala um networking de primeira, com contatos importantes que podem ser positivos para a Dome Ventures. 

Certamente, o Mangue.Bit foi importante pelo  conhecimento compartilhado, startups conhecidas, as novas tendências absorvidas e todo o networking com protagonistas da inovação no Nordeste.

Agora, com os eventos, almejamos resultados. Tão importante quanto ter uma participação ativa dentro desses espaços é saber lidar com o pós-evento. 

Estamos atuando diretamente com todos os contatos que fizemos durante esse mês, mapeando as startups que mais se alinham com os nossos objetivos, conversando e nos reunindo com possíveis matches de startups, parceiros e agindo para o desenvolvimento da Dome Ventures. 

Certamente, o mês de muito trabalho renderá bons frutos para o ecossistema govtech brasileiro. 

Por Diogo Catão – CEO Dome Ventures

Segundo pesquisa do BrazilLAB, existem ao menos 135 startups que podem ser enquadradas como govtechs nos critérios do estudo; 80 delas são consideradas mais relevantes porque já estão inseridas em algum governo ou se mantêm desenvolvendo trabalhos em determinado órgão de maneira recorrente. 

Com esse movimento, percebemos uma tendência na descentralização da governança nas instituições públicas. Essa ação se revelará ainda mais com a participação ativa de startups, instituições e demais setores nas tomadas de decisões. Não à toa, um estudo da ABStartups mostrou que, das 13 mil startups estimadas no ecossistema brasileiro, quando questionadas sobre o público-alvo que buscam alcançar, 31 se denominam como empresas B2G/B2Gov e 9 sinalizam interesse em trabalhar com o governo.

Para os investidores, o desenvolvimento e progresso dessas empresas se refletem tanto no retorno econômico, com a geração de impacto social, como também no retorno do investimento financeiro, com potencial de alcançar faturamentos elevados. Isso faz com que esses players continuem investindo e fomentando novas ideias, gerando um ciclo virtuoso.

Em médio prazo, as govtechs que já possuem soluções desenvolvidas, podem aplicá-las visando o benefício da população de um município, ou de qualquer outro órgão público. Essas startups devem promover serviços essenciais, melhorando a qualidade de vida, o bem-estar e/ou a saúde da sociedade. 

Sob o ponto de vista de quem empreende e cria uma govtech, encontram-se diversas oportunidades no segmento, ao passo que se constatar obstruções, pode enfrentá-las criando um campo de novas metodologias e oportunidades. Consequentemente, essas ações irão gerar mais oportunidades de negócios para impactar o setor público e a população.

Para quem tem interesse na criação de uma govtech, deve-se levar em consideração os mesmos passos para desenvolver qualquer empresa. Mas ressalto aqui três dicas importantes:  

1 – A percepção dos problemas e a identificação de qual tecnologia pode colaborar para uma  solução. A diferença é que essa percepção deve ser direcionada à esfera pública (municipal, estadual ou federal);

2 – Estar presente nos desafios que são lançados constantemente pelo próprio poder público. Assim, é possível conseguir as primeiras validações da solução, como também apurar se aquilo que o founder pensou, de fato, é relevante e tem capacidade de gerar valor para o setor e a sociedade;

3 – Por fim, é importante se conectar com parceiros estratégicos do próprio segmento, como incubadoras, govtechs, venture builders ou aceleradoras que atuam no desenvolvimento do mercado. Em conjunto com esses parceiros, a nova govtech pode replicar a solução em outros municípios ou estados para se desenvolver, crescer e escalar. 

Criar uma govtech envolve uma vantagem principal: o mercado em expansão à frente, com muito a ser explorado e recursos financeiros. Entretanto, para uma startup desse segmento se tornar relevante, é necessário validar se o problema encontrado é compartilhado por diversos municípios e/ou estados. Ou seja, é preciso constatar que a sua solução é replicável em diversos cenários.

Por fim, meu principal conselho para quem deseja ingressar nesse ecossistema: não tenha medo de inovar. O setor govtech é um mercado em ascensão que precisa de novas soluções. As esferas públicas demandam soluções tecnológicas, mas principalmente, a sociedade necessita de agentes transformadores que promovam bem-estar, serviços de qualidade e afastem a burocracia do caminho.

Artigo originalmente publicado em coluna no portal Startupi, no dia 24/07/2022: https://startupi.com.br/inovacao-sem-medo-tres-dicas-para-criar-uma-startup-govtech/

Buscamos sempre estar conectados com o mercado, players e novidades em torno do setor de startups e inovação. Por isso, participamos de eventos importantes que possam trazer resultados e conexões estratégicas para a Dome Ventures.

Dessa vez, aterrisamos em Florianópolis – SC, para participar do Startup Summit 2022. Esse evento reúne profissionais de inovação e tecnologia, empresas das mais variadas áreas e todo o ecossistema de inovação brasileiro.

O Startup Summit 2022

Nos dias 04 e 05 de agosto, nosso CEO, Diogo Catão e Paulo Carvalho, Gerente de Inovação da Dome Ventures, imergiram no Startup Summit. Foram mais de 90 palestrantes, 7 palcos com palestras simultâneas, 14 trilhas de conteúdos, feira de negócios com mais de 50 expositores e 120 startups, muito networking e insights espalhados por cada canto do Centrosul, o Centro de Convenções de Florianópolis.

Estivemos com o estande da FCJ Venture Builder, que sempre está ao nosso lado e possui objetivos alinhados com a Dome. Lá, dividimos o espaço com outras CVBs, que sempre agregam com a Dome em termos de compartilhamento de conhecimento, ideias e networking.

Também conversamos com várias startups, com a finalidade de trazer novas govtechs ao nosso portfólio, demonstrar que o nosso setor está em expansão e que novas soluções são sempre bem vindas e aproveitadas. 

Estávamos inseridos em todo ecossistema do evento, inclusive, no App do Startup Summit

Antes mesmo do evento, já estávamos com encontros marcados em Florianópolis, que, possivelmente, irão gerar bons frutos. Essa interação foi facilitada com o aplicativo do Startup Summit, uma rede social exclusiva entre os participantes. 

Nossa Agente de Inovação, Amanda Barbosa, esteve ativa nessa ferramenta durante todo o evento, estabelecendo uma conexão direta entre Paulo e Diogo, que estavam presentes no Startup Summit e as pessoas que interagiam através dessa plataforma. Assim, tivemos a possibilidade de fazer novos contatos, trocar mensagens com outros participantes e manter a atividade dentro dessa comunidade.

Além disso, a Dome Ventures também estava online nas redes sociais, com postagens e interações com novas conexões. Várias pessoas  entraram em contato com a Dome através do Instagram, mostrando que, aproveitamos o evento em todas as frentes possíveis.

Startups do nosso portfólio estavam no Startup Summit 2022

Falando em abordagem em várias frentes, pudemos também compartilhar a experiência no Startup Summit com duas startups do nosso portfólio: a Prefeitura Conectada e a Tradenergy. Ambas estiveram em Florianópolis e puderam ver de perto a imensidão de conhecimento compartilhado, assim como apresentar suas soluções para players importantes e gerar conexões prósperas. 

Seguimos firmes em nosso propósito de transformar o futuro das instituições públicas no Brasil, contribuindo para o avanço digital do setor. Estamos sempre nos desenvolvendo e atingindo novos ecossistemas. Sabemos que através desses contatos, podemos mostrar o valor do cenário govtech e impulsionar soluções que possam fazer a diferença na sociedade.

Por Diogo Catão – CEO Dome Ventures

Os Investor Days são eventos completos que unem empresas com potenciais investidores e formadores de opinião, como jornalistas e analistas do segmento, com o objetivo de criar conexões e apresentar e conhecer produtos, serviços e soluções do mercado. 

Pensando em eventos dessa categoria sob o viés de startups, eles são a oportunidade perfeita para que o CEO, ou outro profissional envolvido, apresente a empresa e mostre seus pontos fortes e diferenciais para possíveis investidores, em um formato rápido e dinâmico. 

Um Investor Day é importante para todos os envolvidos. Para os investidores, é a oportunidade de conhecer novas possibilidades de negócios, examinar minuciosamente cada aspecto daquela oportunidade, tirar dúvidas e fazer networking com os profissionais envolvidos naquela solução, dali já podendo obter um acordo entre as partes e gerar uma sociedade lucrativa. É válido lembrar que o desenvolvimento das startups e o progresso delas refletem no retorno do investimento, fazendo com que esses players continuem investindo e fomentando novas ideias, o que gera um ciclo virtuoso.

3º Investor Day Govtech-04

Do ponto de vista da startup, o evento coloca sua solução à prova. No Investor Day, é possível avaliar a importância da sua solução, ouvir críticas, sugestões e comentários sobre como é possível otimizar seu negócio, gerar networking com players do mercado e, principalmente, encontrar investidores que vão atribuir capital na empresa.  

Puxando para o lado das venture builders, o encontro vai além. É possível contar com a inteligência estratégica de experts do setor e de investidores para atrair startups com potencial para o portfólio, além de despertar novos olhares do mercado, gerar buzz e aproximar novos interessados em fazer aportes na empresa. Como cereja do bolo, a conferência chama a atenção e o interesse de stakeholders – ou seja, um público qualificado e impactado pelas ações da sua empresa. Por exemplo, setores atrelados ao governo, se for uma govtech, ou à saúde, no caso das healthtechs, ou à agricultura, para as agritechs, e assim por diante.

Os benefícios dos Investor Days são enormes e podem reverberar em curto, médio e longo prazo. Em um cenário próximo, é possível atrair investidores para as startups participantes do evento, que terão a oportunidade de aprimorar o próprio negócio. Pensando em médio prazo, essas startups, uma vez com uma solução desenvolvida, podem aplicar as alternativas encontradas e beneficiar a população de um município, por exemplo, se for uma govtech. Por fim, ela pode fazer da sua solução um serviço essencial, melhorando a qualidade de vida, o bem-estar e/ou a saúde da população, em um longo período. 

Terceiro Investor Day Govtech

Vejo os Investor Days como caleidoscópios: é possível ver uma solução por diferentes perspectivas. Afinal, a ideia é que em eventos como esses participem experts de setores variados e que essas pessoas tragam consigo visões e percepções de outros aspectos do negócio, além de sugestões e provocações que podem despertar ideias e novos caminhos para as startups, estimulando o pensamento crítico e a criatividade – características fundamentais em empreendedores.

Artigo originalmente publicado em coluna no portal Startupi, no dia 24/06/2022: https://startupi.com.br/2022/06/cultura-investor-day-por-que-promover-eventos-de-captacao-de-startups/

Por Diogo Catão – CEO Dome Ventures

As cidades inteligentes (Smart Cities) visam dar respostas às necessidades sociais e econômicas da população para melhorar a eficiência operacional, compartilhar informações com o público e melhorar a qualidade do serviço governamental e bem-estar do cidadão. Isso tudo, em diversas camadas que precisam ser atingidas para que se possa alcançar os resultados esperados. 

Existem indicadores que estão sendo construídos para avaliar o nível de inteligência dos municípios e saber quais deles se encaixam como cidades inteligentes. Isso varia de país a país, mas de uma forma geral o que faz a cidade ser inteligente é a questão de governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, meio ambiente, conexões internacionais, coesão social, de capital humano e claro, a economia. 

Então, são avaliadas todas essas dimensões e no final uma pontuação é dada para classificar se a cidade atingiu um indicador satisfatório e analisar se aquela é, de fato, uma smart city. 

As cidades inteligentes facilitam a vida em sociedade e a gestão pública como um todo, melhorando, desde a qualidade do serviço na área governamental, o bem-estar do cidadão até a eficiência operacional das medidas implementadas.  

Essas ações visam trazer diversas vantagens, a exemplo de semáforos conectados que recebem dados de sensores, de ambulâncias e carros, para ajustar a cadência; sensores instalados para monitorar esgotos, o índice das chuvas e de alagamentos; latas de lixo inteligentes que enviam dados, automaticamente, para as empresas gerenciarem a coleta dos resíduos e agendá-la no período adequado.  

A questão das cidades inteligentes também está vinculada a uma cidade sustentável, então elas são projetadas pensando nos impactos socioambientais positivos que podem gerar, cuidando sempre dos recursos naturais do planeta. 

E como as govtechs podem ajudar na construção de cidades inteligentes?

Essas startups, que criam soluções para o setor público, atuam facilitando os processos de administração governamental e trazem novas soluções para transformar os meios de se organizar as ações necessárias para servir a população. É papel dos governos estarem atentos às demandas sociais e nada mais eficiente do que se valer da tecnologia e soluções inovadoras para a solução desses problemas. 

Quando se fala em cidades inteligentes, principalmente no cenário brasileiro, existem alguns pilares estratégicos que as startups govtechs devem estar focando: a questão governamental, gestão e planejamento, instituição, cidadão e infraestrutura urbana. São tópicos basilares para a construção das smart cities.  

Em curto prazo, podemos esperar um caminho em que as govtechs tenham como objetivo tornar as atividades do município mais práticas, rápidas e seguras, beneficiando toda a população. De uma forma mais abrangente, as govtechs podem ajudar de maneira imediata nas áreas de segurança, governança, saúde, economia, saneamento e mobilidade. 

Nessas vertentes, soluções estão sendo desenvolvidas e aperfeiçoadas para gerar cada vez mais uma governança digital descentralizada, em que o governo atue em parceria com as govtechs.  

Já quando se fala em longo prazo, enxergamos a jornada para criar cidades cada vez mais sustentáveis, mais combativas à corrupção, na resolução de problemas socioambientais e de eficiência fiscal, transparência, além de toda a questão de transformação urbanística e tecnológica.  

A legislação vem avançando bastante, principalmente com o marco legal de startups. Esse marco criou o Contrato Público de Solução Inovadora  (CPSI), que facilita que as soluções govtech avancem de maneira bastante efetiva, com um desenvolvimento de tecnologias que visam melhorar as cidades inteligentes. 

O cenário é bastante promissor e podemos esperar muitas soluções inovadoras para transformar a vida nas nossas cidades nos próximos anos.

Artigo originalmente publicado em coluna no portal Startupi, no dia 14/04/2022: https://startupi.com.br/2022/05/o-papel-das-govtechs-na-construcao-de-cidades-inteligentes/