Dome Ventures

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Artigo | Govtechs e meio ambiente: como as startups podem contribuir com a sustentabilidade

Por Diogo Catão – CEO Dome Ventures

Sustentabilidade. se não é, já deveria ser uma prática das empresas. A questão ambiental, hoje, é recorrente e forte entre as pessoas, instituições e na esfera pública. Um exemplo são as preocupações climáticas, como a Cop 26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em que diversos líderes e chefes de estados se reúnem para entrar em comum acordo acerca de desafios envolvendo o meio ambiente. Estes devem ser transformados em metas para as nações, que devem replicar e monitorar cada uma delas.  

No Brasil temos nossas metas e desafios, além de preocupações ambientais, como o desmatamento ilegal, que precisa ser erradicado. Tem a questão de restaurar e reflorestar milhões de hectares por ano, incentivar uma maior participação de energias renováveis e tantos outros. 

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A verdade é que precisamos minimizar essas questões ambientais, e para isso existe um conjunto de ações e medidas que podem ser tomadas justamente para favorecer algumas áreas como: comércio sustentável; conservação florestal; políticas agrícolas; programas para reduzir a fome, beneficiar o meio ambiente, facilitar o financiamento para reverter penas e degradação florestal; e assim, acelerar a transição para uma economia cada vez mais verde.  

Tais práticas procuram mitigar o impacto nocivo em relação ao que as pessoas têm quando o assunto é o meio ambiente. Sobre a redução de emissão da atividade pecuária, por exemplo, já existem estudos que conseguem a melhoria da alimentação para o ciclo pecuário, e assim é possível reduzir de três anos e meio para dois anos, o que, dentre tantos impactos, reduz as emissões de metano, contribuindo para com o meio ambiente. 

Nesse cenário, onde iniciativa privada e serviço público se encontram, as govtechs – startups que têm como propósito gerar inovação para a gestão pública – atuam enfrentando desafios relacionados a essa temática, e monitorando eventos como a Cop26, para prover soluções cada vez mais atualizadas e modernas no sentido da preservação do meio ambiente.

Aliadas às govtechs, existem diversas tecnologias e ferramentas que podem ser utilizadas para um desenvolvimento cada vez mais sustentável, como a digitalização de documentos, prática já muito adotada pelas prefeituras, que diminui ou quase zera o uso de papel. A digitalização, além de ajudar o meio ambiente, reduz os custos com despesas, já que a economia fica em torno de 90% do que era gasto com papéis.  

Portanto, a conectividade dos objetos, a Internet das Coisas – IoT, a automatização dos processos, a economia compartilhada, tudo isso visa o desenvolvimento sustentável. Quando se pensa em ferramentas, quase todas elas podem ser utilizadas para o “progresso verde”. Cabe ao perfil do gestor detectar o desafio em uma determinada cidade ou estado e adaptá-lo. É possível também utilizar da cloud computer, dados da parte de BI analytics, sistema de gestão, cibersegurança, inteligência artificial, automação de processos e tantos outros. 

Cada vez mais as cidades estão inteligentes com objetos conectados a elas, e esse é o grande ponto de convergência. As soluções estão mais próximas de nós, e com as govtechs conseguimos impactar positivamente o meio ambiente devido às vantagens que elas trazem.

Artigo originalmente publicado em coluna no portal Startupi, no dia 20/04/2022: https://startupi.com.br/2022/04/govtechs-e-meio-ambiente-como-as-startups-podem-contribuir-com-a-sustentabilidade/

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